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Jacques Depelch…

Jacques Depelchin,[i] Maputo:

“Só conheci o Aquino a partir de 1978 quando ele passou por Dar-es-Salaam numa viagem para a Índia e mais tarde em Setembro de 1979. Convivi com ele quando lutava com a dor pela perda da Mariana.

Como todas as amizades “vivas e vividas”, tiveram  os seus ‘altos e baixos’, mas a amizade continuava porque segundo uma fórmula do Aquino “as amizades têm que ser totalitárias” e até se poderia estranhar esta sua enfática expressão porque ele era um homem que odiava “tudo o que se assemelhava a totalitarismo”.

A sua maior característica “sempre querer ajudar os outros” – uma grande sensibilidade -mesmo à custa dos seus familiares, pois sentia que deveria ter dado mais atenção à saúde da Mariana quando chorava a sua morte, sentindo-se responsável por ela.

Nas suas discussões no CEA manifestava-se muitas vezes com certa exuberância “sou anti-anticomunista” ou “sou anti-sistema” e se considerava como militante do partido, mas não podia ser homem do partido.

Gostava de dizer também que era bom “manter uma certa distância do poder”. No entanto ele ficou bastante magoado quando se sentiu ignorado no processo que levou ao Acordo de Nkomati. Ele nunca falou nisso, mas se distanciou, dedicando-se a um intenso período de leituras, tendo entrado numa nova fase criativa em que nem todos acreditaram.

Obviamente uma das melhores homenagens a serem prestadas a um homem que tudo deu para que a verdade vingasse pelo seu trabalho, é sermos continuadores desses seus princípios ‘realizando’. Será difícil, mas vocês os três são as pessoas que nos poderão ‘dar’ este encorajamento.

 Obrigado, Maya, por recordares o que fiz pelo teu pai, agradece ao teu próprio pai, ele curou-se por “uma vontade de viver apaixonadamente pelo filho e pela filha”.

Morreu com “o homem que mais admirava” e pelo qual tinha dito que “daria a sua vida”. Morreu lutando pela Paz.

Inconsolavelmente convosco

Jacques, Kaidi, Chadi e Pauline”


[i] Ibid nota 7.

 

Para  Jacques Depelchin e para os possuidores dos 820 livros adquiridos

Este texto reproduzido na íntegra deveria ter constado do livro editado em 2009 consoante minha versão original. Porém na revisão pós – editora a ter de ser realizada em escassas horas, não detectei que fora retirada a palavra “anti” (anti anti-comunista) o que adultera o texto do Professor Jacques Depelchin e, também retira a Aquino de Bragança as características do seu perfil que todos os que o conheceram, lhe atribuem.

Para respeitar esses dois pontos referenciados cumpre-me solicitar a todos os possuidores dos 820 livros adquiridos da referida edição que o rectifiquem no seu próprio exemplar, pedindo-lhes as minhas sinceras desculpas e ao autor do texto, por esta falha minha e da Editora Ndjira.

NB. Fui verificar a minha versão em Inglês: Aquino de Bragança: the man and his times

 BATTLES WAGED, LASTING DREAMS de 2011 e essa é fiel ao meu original cedido às duas Editoras, para a realização do livro.

Sílvia Bragança

 

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